sábado, 26 de setembro de 2009

Everybody lies

A começar pelos nossos pais, quando somos pequenos, que nos assustam com histórias do bicho papão ou do pai natal. Ou quando nos prometiam um presente se nos portássemos bem... E o presente nunca chegava. Acho que a minha geração é dotada de uma grande resistência à frustração por causa disto. Já não se vêem criançinhas a chorar nas feiras ou no supermercado. Das duas uma: ou os pais dão-lhe previamente "qualquer coisinha" ou subtilmente a criança pega naquilo que quer o coloca-a dentro do carrinho sem ninguém dar por isso.
Mas voltando ao assunto inicial. Depois vêem as petas inocentes ou não dos colegas de escola e com elas o agora chamado bullying, o gozo e o desprezo por não se ter o objecto X ou Y. No meu tempo era principalmente o facto de não ter roupa de marca o motivo de gozo, agora são as PSP's e coisas do género.
Na adolescência pode dizer-se que o principal objectivo de vida de alguém é inventar histórias e difamar os outros. Acho que isso ainda se mantém, embora os adolescentes pareçam todos umas fotocópias dos outros.
Nos namoros, as mentiras inocentes, a desculpa esfarrapada, a história mal inventada ou as grandes traições, são universais e não vale a pena discuti-las.
Quando somos velhos dizem-nos na cara que ainda somos úteis e que ainda temos capacidade para muita coisa, isto quando nos telefonam para o lar de 15 em 15 dias.
Existem alguns clássicos, como o "não estás nada gorda" (universal) ou "este carro não é velho e o que interessa é que está em perfeitas condições" (dizem os paizinhos quando nos emprestam a velharia lá da garagem). "Estou com uma crise de asma" (quando não nos apetece ir trabalhar); "Já não uso essa marca. já não tem graça" (quando a amiga compra uma camisola da mesma marca" ou então a melhor: "Não percebo como é que não tens namorado, és linda" (não preciso dizer quando". Depois também há os típicos "Vamos ser amigos para sempre" ou "nunca vou olahr para mais ninguém". Ora, para sempre é muito tempo, mas ok... Tudo é eterno enquanto dura. Nem que seja até à manhã seguinte.
Mas porque não acabar com estas merdices todas?
Ah, no meio disto tudo há uma grande verdade. Um clássico que é verdadeiro! " O problema não és tu, só eu". Apesar de custar a ouvir como o raio é a única verdade que se pode dizer a alguém. O problema somos sempre nós, porque não estamos bem, porque somos uns/ umas cabrões/cabras, porque não temos dinheiro para comprar mais nada, porque só vemos ou nosso umbigo, porque as coisas dão muito trabalho, poqur não nos apetece ou porque só queriamos uma queca. Aqui o leque podia ser maior.

Ela está por todo o lado e terá vindo para ficar.
Toda a gente tem segredos, um lado negro ou mau comportamento uma vez na vida.
Vale a pena fechar os olhos? Talvez seja o melhor a fazer, senão qualquer dia nem na própria sombra  confiamos.Não, eu não confio, mas também não sou boa pessoa. Apenas uma pessoa revoltada.


domingo, 20 de setembro de 2009

Antes do amanhecer




- This friend of mine had a kid, and it was a home birth, so he was there helping out and everything. And he said at that profound moment of birth, he was watching this child, experiencing life for the first time, I mean, trying to take its first breath... all he could think about was that he was looking at something that was gonna die someday. He just couldn't get it out of his head. And I think that's so true, I mean, all - everything is so finite. But don't you think that that's what, makes our time, at specific moments, so important?

- Yeah, I know. It's the same for us, tonight, though. After tomorrow morning, we're probably never going to see each other again, right?

- We, maybe we should try something different. I mean, it's no so bad if tonight is our only night, right? People always exchange phone numbers, addresses, they end up writing once, calling each other once or twice...

- Right. Fizzles out. Yeah, I mean, I don't want that. I hate that.

- I hate that too, y'know.

- Why do you think everybody thinks relationships are supposed to last forever anyway?

- Yeah, why. It's stupid.



(Excerto do filme Before Sunrise)

sábado, 12 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobre o Mickael

Como alguém dizia: "Eu fui no show do Mickael Carreira".
Pois bem, foram muitas as dúvidas que me assaltaram o espírito... A primeira impressão foi: "Onde é que eu já ouvi isto?", sim, as músicas são em muito semelhantes às do paizinho! Desde as letras sobre os amores sofrido, agradecimentos às fãs, etc., aos ritmos das músicas. Qual não foi o meu espanto quando o "artista" começa a gravar o público com uma câmara. Ora eu gostaria de não ser vista num concerto do senhor, mas o pior foi quando se começou a filmar a si próprio a cantar com o público de fundo. Parece-me um acto algo egocêntrico e do estilo Hi5... Às páginas tantas e depois de pedir milhentas vezes às pessoas para porem as mãos no ar diz o seguinte: "Tenho um problema: ninguém me quer e sou virgem!". Primeiro pensamento: Oh sim... Segundo: Mas este gajo está parvo?" Na continuação desta problemática o rapaz escolhe uma rapariga do público para seguir ao palco. Pediu-lhe que lhe fizesse companhia durante uma música. Foi então que lhe pegou na mão e começou a aproximar a cara à da rapariga. O que veio a seguir foi um "roçanço" sem destino, mãos na cintura, festas e beijinhos na cara, etc, etc,... Mais uma vez me pergunto e Mickael se me quiseres responder agradecia: Qual a necessidade? 
Ah! Antes do concerto estavam umas supostas fãs a gritar pelo "artista", fãs essas que tinham passado a noite anterior a dormir junto ao palco para guardar lugar. Ora, digo supostas porque se eu não as tivesse visto com as cantoras dos coros até acreditava que aquelas malucas tivessem lá dormido por gosto mas assim desconfio: será que alguém lhes pagou? Sim, porque esse era o único motivo plausível para tal. 
Arrependi-me, mas se não tivesse ido não tinha nada a criticar!

sábado, 5 de setembro de 2009

É bom relembrar


Tinha 9 anos quando ouvi pela primeira vez esta música, lembro-me perfeitamente.Até me lembro de ver o videoclip na casa de uma amiga da minha mãe. Foi amor ao primeiro ouvido. E já não a ouvia há tanto tempo! Posso agradecer ao amigo youtube que mo recomendou.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A verdade tem prazo de validade

 
O que é verdade agora, daqui a uns minutos pode muito bem já não ser assim. Quando gostamos de alguém e lho dizemos de verdade, porque sentimos, pode muito bem acabar daí por umas horas. Seria muito mais fácil se existissem uns rótulos de validade. 
É por isto que não sei definir verdade. Talvez dependa daquilo em que queremos acreditar. Mas isso também muda e lá se vão as verdades. 
Às vezes mandamos uma sms e se o telefone do destinatário não estiver ligado, quando receber a mensagem de certeza que já estará desactualizada. De certeza que já nos arrependemos ou de certeza que já não nos sentimos como no momento em que a escrevemos.
O mundo corre depressa. O ritmo é cada vez mais veloz e uma verdade acaba quando começa outra.
Imagem daqui.